04 de dezembro de 2026
Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Chegamos ao final de mais uma semana e também ao início de 2026. Por aqui, começamos a segunda-feira com bastante umidade, mas as chuvas deram uma trégua e conseguimos seguir trabalhando, apesar do calor intenso.
Esse excesso de chuva, aliado às altas temperaturas, faz com que o tabaco perca qualidade rapidamente ainda na lavoura. Já realizamos a colheita completa em cerca de um terço da área, restando apenas a última apanha nos dois terços finais. Se o clima colaborar e as chuvas cessarem, a expectativa é concluir a colheita até meados do dia 20, aqui na propriedade.

Esse cenário não afeta apenas o tabaco, mas também outras culturas. Um exemplo é o do meu vizinho, Nestor Hentschke, que teve prejuízos com o feijão, que acabou brotando ainda dentro da vagem. Quando as chuvas são constantes e há pouca incidência de sol, infelizmente, essa é a consequência, restando ao agricultor aguardar a próxima safra.
Já em Quitandinha, no Paraná, na propriedade do Celso Ribas, a situação é bem diferente. Por lá, enfrentam uma estiagem muito severa, como pode ser visto na foto. O agricultor preparou o solo, investiu tempo, trabalho e recursos em insumos, e agora se vê diante do prejuízo.

A intenção aqui não é reclamar, mas sim lembrar a todos que a agricultura é uma atividade muito desafiadora e que os agricultores brasileiros merecem muito mais valorização. O nosso país tem um enorme potencial agrícola, e incentivo e reconhecimento são fundamentais.
Mesmo assim, não podemos desanimar. Já estamos planejando o trabalho dos próximos meses, buscando boa produção, venda justa e prosperidade. Que 2026 seja um ano maravilhoso para todos nós! Nos vemos na semana que vem, em mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

