28 de abril de 2024
Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Estamos iniciando a época do ano em que os dias ficam mais curtos, entrando na reta final da colheita de algumas culturas. Muitos produtores plantam milho na resteva do tabaco, conseguindo assim aumentar a sua renda, na mesma área de terra.
Aqui em casa também estamos nessa atividade. Como pode ser visto na foto abaixo, meu pai, Aloísio Weber, e o nosso vizinho, Nestor Hentschke, estão fazendo a debulha do milho, que depois será secado aqui mesmo, na nossa propriedade. Esse milho será convertido em alimento para os animais, que nos fornecerão carne, leite e ovos.

Ainda é comum vermos, em pequenas propriedades, o trabalho ser executado de uma forma mais manual. A debulhadeira acoplada ao trator deposita os grãos em sacos de ráfia, uma típica atividade da agricultura familiar. Como são áreas pequenas, trabalhando dessa forma o agricultor consegue baratear bastante o custo de produção.
E por falar em agricultura familiar, os pequenos produtores se unem para realizar os trabalhos, em forma de troca de serviços. Na foto, o Jonas Rachow está fazendo o acamamento da adubação verde da lavoura do seu vizinho, Jeferson Finkenauer, de Camaquã, no Rio Grande do Sul.

As novilhas “Colorada” e ”Boneca” fazem a tração animal, e executam o serviço à moda antiga. Essa é a realidade de muitas famílias de fumicultores, e isso só é possível devido a dignidade que o tabaco proporciona. Que outra cultura garantiria, numa pequena área, a mesma rentabilidade que o tabaco?
Atualmente dispomos de muitas tecnologias e facilidades para o nosso dia a dia, mas, cabe a cada agricultor avaliar se isso se aplica à sua realidade. No final, o que importa é se sentir bem, trabalhando naquilo que gosta de fazer. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

