VALOR DA TERRA: o sustento vem do campo – 23ª Edição

05 de julho de 2024

Opa! E aí, pessoal, tudo bem? A primeira semana de julho foi marcada por um intenso frio na região, com um clima mais seco. Já para o final da semana tivemos um pouco de instabilidade, com chuvas fracas. No geral, foram bons dias de trabalho, e conseguimos prosseguir com as atividades na propriedade.

Aqui em casa fizemos o preparo de mais uma lavoura, com a remontagem dos camalhões. Se o clima permitir, após o dia 15 iniciaremos o plantio do tabaco nessa área. Estamos um pouco atrasados em relação ao ano passado, em que fizemos o plantio no dia 29 de junho. Infelizmente, somos reféns do clima e tivemos muitas chuvas nos últimos meses, atrapalhando o desenvolvimento das mudas e o preparo das terras.

Remontagem dos camalhões. Foto: Giovane Weber

Com o frio vieram também as geadas e alguns produtores tiveram danos severos nas mudas. Na foto, o canteiro de um produtor do município de Amaral Ferrador, no Rio Grande do Sul. Neste caso, é quase certo ter que refazer a semeadura, porque as mudas não vão se recuperar. Isso gera transtornos, prejuízos e atrasos para a safra de tabaco.

Congelamento das mudas de tabaco. Foto: Giovane Weber

Com todos esses exemplos, fica o aprendizado para proteger, da melhor maneira possível, as mudas do frio. Pode-se colocar mais lonas nos canteiros, elevar o nível da água no floating para evitar o congelamento da água, dentre outras dicas que minimizam os danos.

Além dos transtornos nos canteiros, também tivemos relatos de danos no tabaco já plantado. Alguns produtores optaram por antecipar alguns dias o plantio, com o intuito de escapar do calor na colheita, mas acabaram pegando geada nas mudas recém-plantadas. Trabalhar na agricultura requer uma administração impecável, e qualquer descuido pode ocasionar graves prejuízos.

Neste domingo, estaremos nos deslocando até o Mato Grosso, para participar do Road Show, um evento para os influenciadores do agro. Com certeza teremos muitas aventuras para contar, mostrando a realidade da agricultura de outro Estado. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

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