04 de agosto de 2024
Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Deixamos o mês de julho para trás e iniciamos agosto com temperaturas mais elevadas e um clima mais seco, o que nos permitiu dar andamento no plantio do tabaco e agilizar os trabalhos na propriedade. Aqui na nossa região, é comum os agricultores finalizarem o plantio em agosto, terminando a colheita antes do auge do verão e escapando do calor na lavoura.

Os produtores de tabaco são dedicados, investem seu tempo e recursos no preparo do solo e na condução da lavoura, passam vários meses na colheita e muitas noites atentos no processo de cura. Agora, torcemos que o clima colabore para que todos tenhamos êxito nesta safra, e possamos tirar dessas folhas o nosso sustento.
Na última segunda-feira, eu e o Alan Toigo, meu parceiro da página, fomos até o município de Arroio do Tigre, para fazer uma visita ao casal Ido e Glades Rubert. Eles são fumicultores há quase 40 anos, possuindo hoje uma propriedade muito bem estruturada.
O último investimento que fizeram foi em uma estufa para a produção de mudas, que posteriormente também é utilizada para a cura do Burley, sendo que eles cultivam as duas variedades: Burley e Virgínia. Apesar de ser um investimento alto, a propriedade possui áreas de reflorestamento com eucalipto, o que barateou o custo de implantação da estufa com o uso de madeira. E claro, facilitou muito o trabalho, se comparado com o canteiro tradicional.

A madeira também é utilizada na cura do tabaco Virgínia, diminuindo muito o custo de produção. Na propriedade, são cerca de três hectares com eucalipto. Esse é mais um exemplo de planejamento e organização financeira, trazendo bons resultados para o agricultor.
Quem trabalha com o cultivo do tabaco, tem ânimo e é caprichoso, dificilmente não terá sucesso. Que venha mais uma safra, com dias produtivos de trabalho. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

