VALOR DA TERRA: o sustento vem do campo – 29ª Edição

18 de agosto de 2024

Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Finalizamos a semana com uma mudança na temperatura: passamos por uma frente fria, e no decorrer dos dias tivemos um clima mais ameno. Aqui em casa não tivemos geadas, mas, em muitos pontos da região Sul, os produtores relataram prejuízos pela formação de gelo.

O tabaco é uma cultura sensível ao frio, e as geadas danificam muito as folhas. Os produtores que já plantaram suas lavouras sempre ficam apreensivos com a previsão do tempo, muitas vezes perdendo parte da produção e tendo que fazer o replante dessas mudas. Aqui em casa, o que nos atrapalha é o vento, que também acaba queimando um pouco as folhas. Mas, quanto a isso, nada podemos fazer, senão torcer para que o clima colabore.

Apesar dos desafios, é muito bom trabalhar na roça. Na foto, o casal Fernando Bley e Estela Scholz, de Paraíso do Sul, fazendo a capina do tabaco. Trabalhar em família, poder conversar sobre os planos e ver a lavoura se desenvolvendo é muito gratificante.  

Capina do tabaco. Foto: Fernando Bley

Ao contrário do que muitos que não conhecem a nossa cultura pensam, o tabaco utiliza poucos agrotóxicos. A capina é feita de forma manual, com a enxada. Que outra cultura podemos citar, que utiliza esse tipo de mão de obra? Além, é claro, de garantir o nosso sustento em pequenas áreas de terra, como é o caso da maioria das propriedades rurais da região.

No final da tarde, sempre gosto de caminhar aqui pela propriedade. Desta vez, encontrei uma área de ananás, um fruto que é comum aqui, mas há muito tempo eu não via. Lembrei de quando eu era criança e a minha mãe, Dona Rosa, utilizava no preparo de chimia, cucas e doces. Hoje é difícil encontrar no comércio, mas ele continua presente na natureza.

Área de ananás. Foto: Giovane Weber

A nossa vida no interior é cheia de lembranças e sentimentos. Quem não lembra de uma boa conversa, sentado debaixo de uma árvore, no sítio dos avós? Temos um pouco da natureza em nós, e deixamos um pedacinho da gente nela. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

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