11 de fevereiro de 2024
Opa, e aí pessoal, tudo bem? Mais uma semana se passou e na região central do Rio Grande do Sul as temperaturas se mantiveram acima dos 35º. Combinado com a falta de chuva, os prejuízos começam a aparecer na agricultura. O milho, na fase de pendoamento e enchimento de grãos, e a soja, em fase adiantada de desenvolvimento, com certeza perderão produtividade.
Esse calor ainda dificulta o trabalho com o tabaco, tendo em vista que agora é o momento da separação das classes. Como não há umidade no ar, as folhas ficam quebradiças e isso atrapalha o enfardamento do produto.
Em paralelo, é um momento importante para o preparo das terras. Quem conhece o tabaco sabe que esse cultivo se preocupa muito com a preservação do solo. Na foto abaixo vemos a nossa lavoura de crotalária, que é uma planta leguminosa de rápido crescimento, muito utilizada para adubação verde tendo em vista que é excelente para o controle de nematóides e fixação de nitrogênio.

Aqui em casa semeamos todos os anos mix de culturas para adubação verde. Apesar de ter um custo considerável, o solo é um dos bens mais preciosos do agricultor e essa prática tem nos gerado excelentes resultados.
Nesta semana também aconteceu, no Panamá, a COP 10. Um evento que discute o destino da fumicultura no mundo. Os desdobramentos desse evento nos deixam preocupados, pois o tabaco é uma cultura muito discriminada e incompreendida.

A produção de tabaco é muito organizada e comprometida com a preservação do meio ambiente. O que falta por parte dos governantes é a capacidade de nos ouvir e compreender que o nosso setor é muito digno e promissor, gerando com responsabilidade muitos empregos e movimentando a economia. O nosso trabalho segue firme para que isso aconteça.
Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

