VALOR DA TERRA: o sustento vem do campo – 47ª Edição

22 de dezembro de 2024

Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Iniciamos a semana com muita umidade, passando de 100 milímetros de chuva. Infelizmente, na segunda-feira, cerca de 50 dias do início da colheita, pela primeira vez tivemos que ir para a lavoura debaixo de chuva. Na estufa de carga contínua é necessário fazer o carregamento todos os dias.

Além de nós, muitos produtores enfrentam essas condições, e aí é necessário fazer o uso dos EPIs de colheita para proteger a saúde. Também devemos dar muita atenção para a umidade na estufa. Grampear o tabaco mais solto facilita a expulsão de toda essa água, garantindo maior qualidade na cura.

Colheita do tabaco maduro. Foto: Alan Toigo

Por aqui, já colhemos cerca de 40% do nosso tabaco, e já estamos fazendo a última apanha nas lavouras de ciclo curto. Desta vez não conseguimos utilizar a máquina auxiliadora, pois provavelmente iríamos atolar na lama. Então, o jeito foi colher da maneira tradicional.

Já na terça-feira, o tempo abriu e tivemos dias secos no decorrer da semana, facilitando o nosso trabalho. Como pode ser visto na foto, colhemos o tabaco bem maduro, facilitando muito a amarelação e a fixação da cor. Por consequência, maior qualidade e dinheiro no bolso.

Carregamento da estufa tradicional. Foto: Alan Toigo

A agricultura é um trabalho a céu aberto, não existe receita de bolo para o desenvolvimento das culturas. Cada safra é diferente, e, mesmo com a estufa de carga contínua, decidimos manter ativa a estufa tradicional, que veio bem a calhar nessa semana. Com isso, conseguimos agilizar a colheita.

São dias intensos de trabalho, mas não podemos esquecer que agora estamos na semana do Natal. Que o menino Jesus possa trazer a esperança de dias melhores e fartura na colheita. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Feliz Natal!

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