VALOR DA TERRA: o sustento vem do campo – 49ª Edição

05 de janeiro de 2025

Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Iniciamos um ano novo com inúmeros projetos pela frente, para continuar valorizando a cultura do tabaco, que é muito importante a milhares de famílias. Mesmo com todo o trabalho que temos nessa época, na colheita, foi bom fazermos uma pausa, confraternizar em família e agradecer pela vida.

Para muitos agricultores do Sul do Brasil, o clima festivo do final do ano foi arruinado pelos temporais. Infelizmente, recebemos muitos relatos de produtores que tiveram suas lavouras destruídas por granizo e vendavais. Aqui em casa, entre os dias 30 de dezembro e 01 de janeiro, tivemos mais de 100 milímetros de chuva, muito vento e início de granizo. Foi só um susto, mas ficamos muito preocupados. Na foto, podemos ver as nuvens carregadas.

Nuvens carregadas. Foto: Giovane Weber

Nesta época, é comum termos as chuvas de verão, com o aparecimento do sol logo na sequência. Para as lavouras isso não é muito bom, pois acelera bastante o amadurecimento do tabaco, que se não for colhido logo, acaba gerando muitas perdas na qualidade.

Os maiores temporais dessa semana se concentraram no Sul do nosso Estado, nos municípios de Dom Feliciano, Canguçu, entre outros. Como visto na imagem, inúmeras lavouras ficaram completamente destruídas. Em alguns casos, o produtor ainda consegue recolher algumas folhas após o temporal, mesmo que em pedaços. Mas, o sol acaba queimando tudo depois, e não há mais nada o que fazer.

Lavoura destruída pelo granizo. Foto: Alex Gawlinski

O prejuízo, logicamente, é incalculável. Perde-se o trabalho de um ano inteiro, todos os insumos aplicados e ainda a remuneração. Por isso, é importante ter o seguro da lavoura, que pelo menos ameniza essa perda. Essas perdas não ficam só na cultura do tabaco, sendo que muitas propriedades diversificam com a produção de uva, ameixa e outras frutas, e o granizo causou muitos estragos também.

A agricultura é para os fortes. O que resta aos agricultores é levantar a cabeça e recomeçar. Desejamos muita força, persistência e dias melhores, pois o trabalho não para. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

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