VALOR DA TERRA: o sustento vem do campo – 50ª Edição

12 de janeiro de 2025

Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Os últimos dias foram de muito trabalho, agora cada vez mais perto do final da safra. Essa semana foi diferente das anteriores e não tivemos temporais, mas a falta de chuva que se anuncia nos preocupa. Para o tabaco, até não terá tanto problema, mas para a adubação verde que vamos semear na sequência, é essencial que chova.

 Agora também estamos no auge do desenvolvimento de outras culturas, como milho e soja. A falta de umidade neste momento pode afetar a qualidade e a produtividade, gerando muitos prejuízos para o produtor. Como sempre falamos, a agricultura é a céu aberto e não temos controle sobre o clima. Às vezes, precisamos contar com um pouco de sorte.

Carregamento da estufa de tabaco. Foto: Alan Toigo

Neste verão ainda não tivemos altas temperaturas, o que está sendo muito positivo. Quem está colhendo tabaco agora, sabe que o sol queima as folhas do alto pé, prejudicando bastante a qualidade. Com temperaturas mais amenas conseguimos evitar essa perda e também trabalhar com mais conforto.

É comum falarmos do tabaco Virginia, mas inúmeros produtores cultivam o tabaco Burley. Na foto, a lavoura do agricultor Silvio Salva, de Putinga, no Rio Grande do Sul. Essa lavoura está sendo colhida, onde corta-se o pé inteiro e deixa-se secar ao vento, nos estaleiros do galpão.

Lavoura de tabaco Burley. Foto: Silvio Salva

Se aqui estamos conseguindo administrar bem os trabalhos, pois temos dias mais secos, regiões do Paraná, no município de Rio Azul e arredores, o cenário é bem diferente. Há algumas semanas houve a incidência de granizo, e nos últimos dias novamente inúmeras lavouras foram atingidas por temporais.

São muitos desafios para quem trabalha na roça. Desejamos força, coragem e superação a todos os agricultores que enfrentam perdas por temporais. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

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