VALOR DA TERRA: o sustento vem do campo – 53ª Edição

02 de fevereiro de 2025

Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Mais uma semana se passou, desta vez com alívio para os agricultores, após o retorno da chuva. Estávamos há quase um mês sem umidade, trazendo preocupação para a semeadura da adubação verde e desenvolvimento do milho, soja e outras culturas.

Por aqui, decidimos semear crotalária, que tem uma excelente fixação de nitrogênio no solo. É necessário um período de 90 a 100 dias para completar o ciclo de desenvolvimento, antes de fazermos o acamamento e a dessecação. Também temos que ficar atentos na fase da germinação das sementes, pois pode haver o ataque de formigas, que cortam os caules e matam as plantas.

Dia de campo em Ituporanga, SC. Foto: Alan Toigo

No último domingo, 26, desligamos as fornalhas e finalizamos a cura do tabaco. Um ciclo se encerrou, dando lugar a novos trabalhos. Na terça-feira, 28, estivemos em Ituporanga, Santa Catarina, participando de um dia de campo promovido pela Afubra. Conversamos com inúmeros produtores, conferimos dicas de manejo de solo e conhecemos novas tecnologias, fortalecendo a agricultura familiar.

Ituporanga é conhecida por ser a “Capital Nacional da Cebola”, produzindo cerca de 30% da cebola consumida no Brasil. Infelizmente, nesta safra os agricultores amargam prejuízos, pois o preço de venda está inferior ao custo de produção. É uma situação lamentável, ninguém quer trabalhar de graça, muito menos “pagar para trabalhar”.

Colheita de tabaco mecanizada. Foto: Alan Toigo

Também visitamos a propriedade do Igor e da Caroline Karvat, em Major Vieira. O casal investiu seus esforços na mecanização da colheita do tabaco, sendo a única propriedade do Sul do Brasil que possui uma máquina para a colheita 100% automatizada das folhas. Essa mudança iniciou em 2014 e, depois de muitos desafios, hoje possuem uma sociedade com o primo do Igor, cultivando com sucesso 22 hectares de tabaco.

A mecanização exige altos investimentos, e, claro, nem todas as propriedades conseguem acompanhar essas tecnologias. No entanto, é muito bom saber que existem pessoas que se dedicam a desenvolver equipamentos que facilitam o nosso trabalho. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

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