10 de março de 2024
Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Mesmo estando em viagem nessa semana, participando da Expodireto Cotrijal e visitando os municípios de Paulo Frontin e Rio Azul, no Paraná, conversamos com o Marcelo e a Daniela Leite, do município de Chuvisca, onde cultivam 80 mil pés de tabaco. Eles fizeram o escalonamento do plantio para facilitar a mão de obra, sendo plantados 40 mil pés em maio e o restante previsto para setembro.

A segunda etapa somente se concretizou em novembro, tendo em vista o clima atípico, com ocorrência de granizo em agosto e excesso de chuvas em setembro. Essas intempéries ocasionaram uma perda de produtividade de 30% no tabaco transplantado em maio, mas, felizmente, para o restante do cultivo a safra foi completa. Uma prova de que mesmo o agricultor se dedicando, o clima é fator determinante para o sucesso da colheita. Com muito trabalho e também contando com um pouco de sorte, eles conseguiram uma safra razoável para um ano chuvoso como este.
Passada a época da colheita, iniciamos um momento muito aguardado pelos agricultores: a comercialização. Na foto abaixo, da propriedade do Francisco Veiga Júnior, podemos ver um fardo sendo preparado. Se comparado aos anos anteriores, vivemos um momento positivo na valorização dessas folhas que garantem o sustento de milhares de famílias.

Com a produção reduzida nas últimas safras, a lei da oferta e da procura se fez presente, o que é muito merecido aos produtores rurais. Não é fácil trabalhar na roça, enfrentar o frio, o calor, o sol e a chuva.
No entanto, é preciso lembrar que devemos ter capricho, tirar o material estranho e separar o tabaco claro, do escuro. Antes de vender o seu tabaco, converse com o seu orientador. Em anos de baixa produção o preço pelas folhas se eleva, mas, em anos de alta produção nem sempre é assim e ter essa consciência faz a diferença. Nos vemos na semana que vem com mais uma edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

