25 de outubro de 2026
Opa! E aí, pessoal, tudo bem? Mais uma semana chegou ao fim, desta vez com dias secos, que nos permitiram avançar bastante nos trabalhos da lavoura. As temperaturas foram baixas, o que acaba segurando o crescimento do tabaco. Mas, foi melhor do que em algumas regiões que enfrentaram calor intenso, causando o murchamento das plantas.
Com a semana rendendo bem, iniciamos o desponte e a aplicação do antibrotante. Como o trabalho aqui é em família, contamos com a ajuda da minha filha, Giovana, e do meu genro, Carlos. Ela faz faculdade e ele trabalha com marcenaria, mas, sempre que podem, os dois estão junto com a gente na lavoura.

Não depender de mão de obra terceirizada ajuda a reduzir os custos da propriedade e nos dá mais flexibilidade para organizar as atividades. Além disso, fazer o desponte no momento certo faz toda a diferença, pois evita que a planta desperdice energia na formação das flores e contribui para diminuir o risco de tombamento causado pelo vento.
Também começamos a cura do tabaco no secador de carga contínua, utilizando o queimador de pellets que mencionei na semana passada. É verdade que esse equipamento exige um investimento, mas não precisar cortar lenha, carregá-la até a estufa e, ainda por cima, poder dormir a noite toda sem precisar levantar para abastecer a fornalha são vantagens que fazem diferença no dia a dia.

No final da semana, o tempo mudou e a chuva voltou, com previsão de continuar até a próxima segunda-feira. É nessas horas que percebemos como a tecnologia ajuda na organização da propriedade. Equipamentos como o secador de carga contínua e a auxiliadora de colheita, junto com o acesso à internet para acompanhar a previsão do tempo, nos permitem planejar melhor as atividades e aproveitar as janelas de tempo firme para colher o tabaco.
O nosso escritório é a céu aberto, e as decisões precisam levar em conta o clima, os custos e o manejo da lavoura. Investir em tecnologia, trabalhar da maneira correta e organizar bem as atividades aumenta nossas chances de ter bons resultados. Por hoje é isso, pessoal! Nos encontramos na próxima edição do “Valor da Terra: o sustento vem do campo”. Até lá!

